quarta-feira, maio 28, 2008

Idéia Fixa

Michelangelo (1475–1564), famoso por seus afrescos no teto da Capela Sistina no Vaticano, é talvez o maior artista da história humana.

Veja Davi, uma estátua em mármore de mais de 5 metros que levou 3 anos (1501–1504) para ser construída. Está na Accademia di Belle Arte, em Florença. Fugiu do óbvio não retratando a história mais conhecida do herói bíblico em seu confronto com Golias.



Outra obra fantástica do gênio é Moisés (1515). Segundo se conta, ao terminá-la, admirou tanto sua beleza que num momento de alucinação bateu na estátua e perguntou Perché non parli? (Por que não falas?).


São obras extraordinárias, mas tenho outra como minha preferida.
O afresco representando A Sibila Líbica .



Toma um livro mas não o está lendo. Olha em outra direção. Para onde? Há um personagem ao seu lado. Um querubim. Para ele onde aponta? Há dois pares de meninos acima, nas colunas. Um de cada lado. O que examinam? Qual o ponto mais iluminado do quadro?

Como apontaram o médico e químico brasileiros (
Gilson Barreto e Marcelo de Oliveira), o afresco revela um pensamento obstinado de Michelangelo ao pintar: o ombro!

Mesmo virando o quadro de cabeça para baixo, há um detalhe da veste da sibila que representa a anatomia do ombro.



Ao ver A Sibila Líbica me sinto aliviado por muitas vezes ter idéias fixas. Idéias que saltam, abrem os braços em X. Como Michelangelo pode ter pensado tanto em ombro ao pintar? Ombro, ombro, ombro. Obstinação. Todas as coisas remetem a uma. Pertinácia é arte? Ser pervicaz é genial? A birra é iluminadora?
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2 comentários:

do Ricardinho Dias Gomes disse...

já postei o 2° capitulo.
passe lá.

Lomyne disse...

A Monalina tem um ombro mais elevado do que outro também... E o Dan Brown até usou isso no código da vinci, que particularmente acho uma boa historinha sobre teorias conspiratórias...